O VINHO DO DÃO

A produção do vinho constitui tradicionalmente uma das mais relevantes produções portuguesas, com grande importância económica tanto no plano interno como para a balança comercial do país.

Entre os vinhos portugueses cabe por turno ao vinho do Dão uma posição privilegiada, dela importância nos referidos valores e principalmente pela sua alta qualidade. Trata-se de um vinho de excelente cotação não só no contexto nacional como mesmo no contexto internacional.

A Região Demarcada do Dão está enquadrada pelas Serras da Estrela, Buçaco, Caramulo, Nave, Lousã e Açor que a protegem e abrigam. Esta região é atravessada pelo Rio Dão e Mondego e constitui uma das regiões vitivinícolas portuguesas que será objecto de análise mais detalhada.

A Região Demarcada do Dão abrange os concelhos de Mortágua, Sta. Comba Dão, Carregal do Sal, Tondela, Nelas, Mangualde, Fornos de Algodres, Aguiar da Beira, Sátão, Penalva do Castelo, Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e Viseu.

Quer a norte quer ao centro, cerca de 70% dos terrenos são de origem granítica e os restantes têm manchas de natureza xistosa, os terrenos são geralmente de meia encosta e pobres.

A exposição das vinhas, a altitude, as características geológicas do solo, o clima e as castas são factores determinantes na qualidade dos vinhos.

Como os vinhos do Dão são na sua maioria tintos (90%), os factores acima referidos conferem-lhes um corpo aveludado, aroma sofisticado, gosto suave e coloração rubi, enquanto aos brancos lhes confere uma bela cor citrina, leveza, frescura e aroma suave.

Os vinhos do Dão melhoram substancialmente se envelhecidos tornando-se então ainda mais suaves e com coloração atijolada, o teor alcoólico é normalmente 12º.

GASTRONOMIA

 

Todos os produtos utilizados na Quinta são DOP ou comprados a produtores locais certificados.

 

Queijo da Serra da Estrela

O tão conhecido e afamado “Queijo Serra Estrela” continua a ser feito pelos antigos processos artesanais, usados pelos nossos antepassados e que se transmitiram de geração em geração.

 

Os Enchidos

Os enchidos são tradição da região da Serra da Estrela. Tudo começava quando as pessoas compravam um porco para criação. Esse servia para matar e de seguida para fazer as farinheiras, as morcelas, chouriças de bofe e as chouriças de carne.

Os porcos são normalmente mortos em Janeiro ou no tempo em que não haja calor.

Ainda hoje são confecionados segundo métodos tradicionais, utilizando o sangue do porco o pão de centeio, várias partes da carne e entranhas, especiarias como cominhos, pimentão doce, pimenta, ervas como salsa, louro.

O seu processo de secagem em fumeiro confere-lhe um sabor tão característico que todos apreciamos.

 

Pão de Centeio

Na nossa região de montanha, onde os solos são mais pobres, os habitantes tiveram que recorrer ao uso de sementes de cultivo mais resistentes à morfologia acidentada do relevo, ao facto dos solos serem maioritariamente delgados e a estarem sujeitos a climas rigorosos.

Em algumas aldeias na Serra da Estrela cultiva-se o centeio, que depois de ceifado é entregue aos moinho de água ainda a funcionar. O produto é a farinha em estado puro, sem aditivos. É com esta farinha que se faz um pão de centeio que tanto gostamos que comer quando vimos à Serra.

A “lida” do pão pertencia exclusivamente à mulher e profundamente ligada à religião. O pão era feito periodicamente com intervalos de 8 a 15 dias, pois conseguia-se manter bom para consumo pelo menos uma semana ou mais tempo, até nova feitura.

Nas aldeias serranas, era normal encontrarem-se os fornos comunitários, onde o pão de centeio já previamente tendido em “casa” era transportado em tabuleiros à cabeça pelas mulheres e cozido em forno de lenha.

No forno da comunidade, era incumbido a alguém para cuidar do forno, ou efectuado pelos seus utilizadores em alternância.

Hoje em dia existem pequenas padarias de forno a Lenha que só se dedicam à feitura de pão de centeio, utilizando os produtos da terra mas já utilizando maquinas no processo.

 

PARQUE NATURAL DA SERRA DA ESTRELA

É a maior área protegida de Portugal e ocupa uma superfície de cerca de 1.000 Km 2 . Corresponde ao maciço montanhoso da Serra da Estrela que é essencialmente granítico mas possui alguns afloramentos de xisto. A área do Parque Natural engloba as principais nascentes hidrográficas de Portugal (Mondego, Zêzere, Alva), os principais vestígios dos antigos glaciares (os vales em U, as lagoas, os blocos graníticos erráticos, os covões) e o ponto mais elevado do continente, a Torre que se eleva quase a 2.000 m.

Itinerário automóvel do Planalto Superior

Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE). Circuito automóvel ao longo do Planalto Superior da Serra da Estrela.

Elementos naturais, culturais e paisagísticos.

Acesso: em função do acesso à serra da Estrela, o circuito pode ser iniciado em qualquer local do trajeto.

Ponto de partida e de chegada: Manteigas.

Extensão: cerca de 70 km.

Duração: 3 a 4 h (com paragens).

Dificuldade: fácil. O trajeto é em estradas pavimentadas.

Apoios: ver abaixo em Breve descrição.

Breve descrição

Este circuito automóvel, traçado ao longo do Planalto Superior da serra da Estrela, permite observar alguns dos elementos naturais, culturais e paisagísticos mais marcantes desta Área Protegida.

Seguidamente, apresentam-se alguns pontos de interesse e a altitude à qual se encontram, bem como indicações do trajeto.

Manteigas - 750 m (alt.) - típica povoação de montanha com cerca de 3500 habitantes que se dedicam essencialmente à atividade agrosilvopastoril, às industrias do têxtil (hoje, em acentuada regressão), da serração e da água, à atividade turística e serviços. Possui serviços de restauração e hotelaria e nela se situa a sede do Parque Natural onde pode obter informações para a sua visita. Siga na E338, em direção à Torre.

Fonte Santa - 850 m - visite a truticultura e faça um desvio ao Poço do Inferno, a aproximadamente 5 km, e regresse à E338 em direção à Torre.

Vale do Zêzere - 1200 m - extenso vale que apresenta formas diversas e bem evidentes atestando a sua origem glaciar.

Covão da Ametade - 1420 m - depressão situada na base dos Cântaros e local onde nasce o rio Zêzere nele estando instalado um parque de merendas. Continuar pela E338 em direção à Torre.

Piornos - 1650 m - local com ótima vista sobre o planalto da Torre, os Cântaros, a Nave de Sto António e as moreias do Poio do Judeu e Alforfa. Trata-se de um sítio de especial interesse geológico e florístico. Continuar pela E338 em direção à Torre.

Torre - 1993 m - parte da sua atração deriva do facto de ser o ponto mais elevado de Portugal continental. Aí pode visitar o Centro de Interpretação do Parque Natural da Serra da Estrela. O caminho até à Lagoa Comprida é uma paisagem única, devido ao modelado das suas formas, fruto de fenómenos geológicos e climatéricos verificados ao longo do tempo, e pela singularidade do seu coberto vegetal. Continuar pela E338, em direção a Seia.

Lagoa Comprida - 1595 m - lagoa de origem glaciar - a maior das lagoas serranas - onde foi construída, há já várias décadas, uma barragem destinada à produção de energia elétrica. Continuar pela E339 em direção a Seia.

Sabugueiro - 1050 m - a mais elevada das aldeias serranas. Nela residem cerca de 700 habitantes que se ocupam, fundamentalmente, no setor turístico. A agricultura e pastorícia são ainda atividades com alguma expressão. Continuar pelo centro do Sabugueiro em direção ao Vale do Rossim / Penhas Douradas e siga pela E232.

Penhas Douradas / Vale do Rossim - 1500 m - área de lazer de montanha, com a albufeira do Vale do Rossim e algumas estruturas de apoio ao visitante. Continue em direção a Penhas Douradas - Manteigas e retome a E232, parando em alguns miradouros até chegar a Manteigas.

In http://www.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/pn/pnse

ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL

Linhares

Linhares é uma bela aldeia histórica, verdadeiro museu ao ar livre, com um passado rico bem guardado até aos nossos dias. Cada uma das pedras das magníficas ruas que aqui existem, contam-nos histórias fantásticas, e a importância que esta aldeia teve no passado.

Situa-se na meia-encosta da vertente nordeste da Serra da Estrela, à altitude de 180 metros. Merece, de facto, uma atenção especial de qualquer visitante interessado, pois permite vislumbrar magníficas paisagens, cultura e arte medievais e renascentistas, respirar ar puro e beber águas frescas e cristalinas da Serra. Tem uma paisagem montanhosa, típica da Beira.

 

Piodão

O conjunto arquitetónico da povoação forma uma das aldeias históricas protegidas. Com efeito, recebeu, na década de 1980, o galo de prata, condecoração atribuída à "aldeia mais típica de Portugal". Aldeia classificada como Imóvel de Interesse Público.

In http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com

ALDEIAS DE MONTANHA

Tendo em conta a localização privilegiada destas freguesias, que se encontram alojadas em vales cavados por rios e ribeiras, que têm as suas nascentes no alto da serra, estas “aldeias” são, sem dúvida, palco para um encontro privilegiado com as maravilhas naturais, e com as populações, que mantêm ainda hoje as tradições de sempre.

In http://www.cm-seia.pt/aldeias.html

OFERTA MUSEOLÓGICA

Museu Natural da Eletricidade

A 6 km da cidade de Seia, a 800 m de altitude, num local particularmente agradável, nas margens do rio Alva, está instalado o Museu Natural da Eletricidade.

Trata-se da Central da Senhora do Desterro, uma das mais antigas centrais hidroelétricas de Portugal, fruto da iniciativa de um grupo de industriais locais, que viram nas características hídricas da serra da Estrela um potencial energético que designaram por hulha branca.

Tendo sido a primeira central do Aproveitamento Hidroelétrico da Serra da Estrela, inaugurada a 26 de Dezembro de 1909, marcou o início de atividade da Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela (EHESE) e permitiu que, nessa data, a energia elétrica chegasse a Seia pela primeira vez.

Concebido pelo industrial António Marques da Silva foi construído, ao longo de seis décadas, um sistema de centrais hidroelétricas em cascata, que percorrem altitudes entre os 400 e os 1600 metros e que têm os seus caudais regulados no Verão com as águas da Barragem da Lagoa Comprida, entre outras. 1907 foi o ano em que se iniciou a construção deste primeiro aproveitamento hídrico (Central da Senhora do Desterro), dos quatro existentes sobre o rio Alva. Seguiu-se-lhe em 1919 a da Ponte de Jugais, em 1937 a de Vila Cova e, mais tarde, a do Sabugueiro, empreendimentos que representaram um importante papel no desenvolvimento da eletrificação regional.

In http://museus-energia.byclosure.net/patrimonios/8-museu-natural-da-electricidade-de-seia

 

Museu do Brinquedo

O Museu do Brinquedo de Seia apresenta uma coletânea de cerca de 8000 brinquedos de Portugal e do mundo, do passado ao presente e assim, serve como uma lembrança da nossa infância e de como crescemos como indivíduos e comunidades transformando-nos na sociedade atual.

Este nasceu, não com a pretensão de reunir a melhor coleção de brinquedos, mas sim com o objetivo de popularizar o seu conhecimento entre o grande público e muito especialmente entre as jovens gerações, relembrando a todos aqueles que o visitam, que os brinquedos, além de serem fonte de alegria são, também, um elemento valioso para o pleno desenvolvimento da criança.

IN http://www.cm-seia.pt/index.php/que-visitar/museu-do-brinquedo

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